Nuvens

Wolken
Marjana Gaponenko

Es bauschen sich die Wolken in den Kleidern.
Wer gehen wollte, fliegt zum Wald.
Dort altern Menschen in den Kronen großer Bäume.
Den Vater sah ich dort,
einen Stern im halb offenen Mund, grübelte er.
 
Ich aber trage Schuhe aus Stein,
umarme die Felsen,
vergrabe mich selber im Sand,
senke den Blick vor dem Himmel,
beuge tiefer mein Haupt.
Hier ist mein Platz.
 
Abends fallen Äpfel ins Gras. Ich höre sie nicht.
Ich weiß nicht einmal ob sie gefallen
sind oder bloß rote Tropfen waren,
die langsam in der Erde verschwanden.
Ob ich träume, ob es wahr ist: die Arme der Wolken,
darin mein Gesicht – wie eine Kamee.

 

Nuvens 

As nuvens tornam-se bufantes nas vestes.
Quem quis ir-se voa para a floresta.
Lá evelhecem pessoas nas copas das árvores.
O pai eu lá avistei,
uma estrela numa boca semi-aberta, refletiu ele.
 
Eu, porém, calço sapatos de pedra,
abraço o penhasco,
enterro a mim mesma na areia,
deixo cair o olhar diante do céu,
inclino ainda mais a cabeça.
Aqui é o meu lugar.
 
De noite caem maçãs no capim. Eu não as ouço.
Eu não sei se foram elas que caíram
ou se simplesmente eram gotas vermelhas
que lentamente desapareceram na terra.
Se eu sonho, se é verdade: os braços das nuvens,
e nelas o meu rosto – como um camafeu.

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Postado por Carmencita.

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